Páginas

Mostrando postagens com marcador # Sussurros para filhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador # Sussurros para filhos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Carta de Reencontro

Está chegando o momento em que deixaremos de ser um. Até aqui temos compartilhado absolutamente tudo. Não é possível dizer o que é meu e o que é seu. Não é possível marcar os limites de onde termina o que sou e começa o que você é... Por aproximadamente 276 dias temos sido assim, mais que unha e carne - temos sido um só pulsar, um só sentir... Quem olha pra mim vê você.
E eu já sabia que seria assim. Você, no entanto, nada sabia. Não era, ainda. Você era apenas uma ideia, uma possibilidade, um talvez.... Quem sabe? Mas você se tornou real. Não sei te dizer o dia exato que você surgiu, como uma sementinha dentro de mim, mas lembro perfeitamente o dia, a hora, a situação em que soube que você já estava aqui. Porque esse dia mudou a minha vida. Pra sempre!
Eu sabia que durante esse tempo seríamos um só. Mas eu não poderia imaginar como seria. As pessoas contam muitas histórias sobre esse momento, sabe? Mas viver a nossa história não se compara a nenhuma outra que tenha sido só ouvida.
O dia 27 de dezembro de 2014 marcou o início de nossas experiências juntos; conscientemente juntos. Experiências no corpo e na alma.
No corpo, não existe nada que possa se comparar a ter compartilhado dele com você. Você chegou de mansinho, às vezes até duvidavam se você estava aqui mesmo ou não. Demorou pra aparecer. Mas, de repente, você ficou todo espaçoso! E nada quieto! A primeira vez que senti você, fiquei como uma boba, paralisada, como uma estátua com um sorriso bobo no rosto. Não demorou muito para que outras pessoas pudessem não apenas sentir, mas também ver seus movimentos. E até agora, me delicio com todos eles (exceto com uma certa esticada de pernas - ou braços, não sei - que já me fez parar na emergência!). Agora, já no finalzinho, todos se surpreendem com o quanto meu corpo se expandiu pra ter você aqui. Você  já é um garotão :)
Apesar de as mudanças do corpo serem as mais evidentes, as da alma foram sem dúvida as mais profundas. Ninguém pode ver o quanto meu coração se expandiu pra comportar você aqui. Você me fez (e faz!) crescer muito mais por dentro do que por fora. Muito mais o coração que a barriga. Foi (e tem sido) tão graciosa a sensação de que não caibo mais em mim mesma. É como se você tivesse vindo e me mostrasse o quão pequena eu sou. Porque é tanto amor que, de repente, fiquei pequena demais, e foi preciso transbordar! Transbordo primeiro em você, mas não apenas. Transbordo sobre mim mesma também, mas de uma maneira que não é egoísta, que é necessária. Necessária pra entender e ser ainda mais capaz de transbordar pra outros.
Você trouxe, mais que uma capacidade, uma necessidade de derramar isso que não cabe mais dentro de mim. Acho que antes eu tinha a sensação de que precisava guardar esses sentimentos (tão bons, tão divinos), como se eles fossem se esgotar e eu própria fosse ficar sem eles. Mas, quando descobri você aqui, tive que deixar ir um pouco dele pra você. E, quando fiz isso, descobri que quanto mais deixo ir, mais brota e mais quero deixar ir. Não que eu nunca tivesse sentido isso... Mas é que agora é mais forte, mais volumoso, mais necessário. Como um rio que ganha volume e precisa abrir caminho simplesmente pra continuar a correr.
Você me mostrou que minha vida não pertence só a mim. Não é pra mim. Foi transformador descobrir o quão belo é o compartilhar. Compartilhando meu corpo com você percebi que essa necessidade que temos de dizer "é meu!" é tão superficial, tão boba... Melhor é dar do que receber. Você tomou espaço de mim, dentro de mim, e isso não me fez ficar menor. Da mesma maneira, descobri que posso deixar outros entrarem, tomarem espaço, e só tenho a crescer com isso!
Mas você não me fez ver apenas coisas boas em mim. Você também me mostrou sentimentos, atitudes, que não gostei de ver que tenho. Mas isso também foi muito bom! Porque, mesmo eu sendo assim, com tantas imperfeições, Deus me deu a graça de ter você aqui dentro! Posso olhar com mais compaixão e menos julgamento as imperfeições dos outros. Eles também, mesmo sendo imperfeitos, podem ter feitos maravilhosos, milagrosos!
Vivemos tanto juntos. Foram uns 9 meses bem intensos. Muito prazerosos.  Grandes descobertas. Profundas transformações. E agora tá chegando a hora de nos separarmos. Já não seremos mais um... Mas essa não é uma carta de despedida, mas de reencontro. Tenho certeza que essa carta marca um novo encontro nosso. Um encontro de pele, de olhos nos olhos, de cheiro, sons... E, certamente, novas transformações. 
Até daqui a pouco,
Mamãe.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Primeiro passo: ame ser você!

Morrer é dormir sem sonhar. Quando existimos apenas por existir negamos nossa chamada e obstruímos nossa razão de viver. Uma pessoa nasceu para um propósito e enquanto não aceitá-lo conviverá em uma guerra continuativa. Aceitar o que somos é o primeiro passo para iniciar nosso chamado. Sempre queremos aquilo que outros tem e nem percebemos o que temos e somos. Por isso o quanto antes você se aceitar vai encontrar a felicidade verdadeira de existir. Aceite-se e veja o projeto de Deus que vai ser a sua maior satisfação. Não se aceite e viva tentando ser uma outra pessoa. Tendo uma história que não é a sua e assim convidando conflitos que não são os teus. Quando somos nós mesmos agilizamos nosso chamado e efetuamos aquilo que Deus espera que façamos. Acredite em você e encontre o potencial guardado por Deus que como um mapa vai lhe dar a trilha para a verdadeira felicidade. Quando amamos a Deus aprendemos a nos amar, nos valorizando, não ao ponto de ser invadidos pelo vírus da soberba, mas nos amar ao ponto de não nos deixar ser subjugados ao desrespeito. Afinal o desrespeito começa quando o amor próprio termina. Por isso se ame e seja feliz. #Pela_Causa.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Vá! - 2 Sm 2.1,2

"[...] Davi perguntou a Deus:
- Devo ir e governar alguma das cidades de Judá?
- Sim! - o Senhor respondeu.
- Qual delas? - perguntou ele.
- Hebrom! - foi a resposta.
Então Davi foi para Hebrom [...]" (2 Sm 2.1,2)

Quantas vezes me deparo com pessoas que estão em dúvida sobre o propósito de Deus para suas vidas! Quantas vezes eu mesma me vi nessa situação! Numa situação de não saber para onde ir, qual atitude tomar, o que decidir... Quando nos vemos em situações como essas é muito comum perguntarmos a Deus: "O que fazer?". Às vezes essa pergunta vem em forma de oração, em uma busca contínua pela resposta; às vezes, somente como um questionamento interior, quase uma reflexão íntima: "E aí, Deus, o que que eu faço?"

Davi, nessa passagem, não se sentia diferente de nós. Muitas coisas haviam acontecido, muitas mudanças, e tudo parecia se encaminhar na direção que Deus havia dito mas, ainda assim, Davi estava inseguro: "Será que é agora? Será que devo esperar mais um pouco?". Então, ele fez o que costumamos fazer - perguntou a Deus. E Deus respondeu: "É agora sim!". 

Diante da resposta positiva de Deus, ainda restava uma dúvida: "Por onde devo começar?". Isso também é comum a nós. Às vezes sabemos que devemos começar algo, temos certeza disso, mas a incerteza de por onde começar nos paralisa. Davi perguntou a Deus. E ele respondeu: "Hebrom". E Davi? Foi para Hebrom!

Talvez seja aí onde comecem as diferenças. Para Davi foi muito simples: É para Hebrom? Foi para Hebrom! Mas, talvez, Deus esteja falando para você ir para o seu Hebrom e você, por outro lado, esteja resmungando: "Ah!Deus, mas Hebrom....? Será...? Me dá um sinal!" kkk

Hebrom, naquele momento, era a principal cidade do Reino de Israel. Davi também poderia ter resmungado e questionado. E quem sabe até tenha! Mas ele foi!
É muito comum Deus nos mostrar por onde devemos começar, mas por não compreendermos exatamente porque ali, ou por não vermos no que vai dar, não vamos. Ou, ficamos esperando ter a certeza-absoluta-sem-sombra-de-dúvida-e-sem-possibilidade-de-erro para irmos. 

Deixa eu te contar um segredo: "Nunca será!" rs. Você NUNCA terá essa certeza absoluta de que é por ali mesmo que você deve ir. Você vai duvidar, vai ficar com medo, vai se questionar, vai questionar Deus. Então, você pode me perguntar, como vou saber que é por ali mesmo que devo ir? É isso! Não saberá. Não sem ir! Você pode ficar aí parado 50 anos se perguntando se deve trocar de emprego mesmo ou não, mas só terá CERTEZA, se for!

Não estou querendo incentivar a mudança por si só, mudar por mudar, mas dizer que é melhor mudar do que ficar parad@, insatisfeit@, sempre na dúvida, esperando uma certeza absoluta que não virá. Quando a gente escolhe ficar por não ter essa certeza, a gente fica, mas sempre pensando: e se eu fosse? Será que é agora? Devo ir mesmo? - o questionamento não vai embora! Quando estou assim, prefiro arriscar!

Arrisco não porque sou aventureira. Arrisco porque confio em Deus não apenas de palavras. Arrisco porque sei que Deus me ama, é presente e cuida de mim. Confio que se eu estiver indo por um caminho que absolutamente não devo ir, que Deus NÃO quer que eu vá, Ele vai sinalizar e dar um jeito de eu compreender.

Davi simplesmente foi. E a ida rendeu a ele a coroação, o reinado pleno e ser considerado, até hoje, o maior rei de Israel. E ele não sabia nada disso antes de ir. E se não tivesse ido, nunca saberia!


Meu conselho pra você? Simplesmente vá. Simplesmente faça. Mesmo sem entender, mesmo sem ter a visão do todo, mesmo sem saber no que vai dar. Confie! Você confia? Então, arrisque! ;)

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Confie na criatividade de Deus - Nm 11.21,22


O povo estava no deserto, enfastiado de maná. Eles queriam comer carne e começaram a reclamar com Moisés. Moisés, por sua vez, vai reclamar com Deus, pedindo que Ele traga uma solução. Deus dá a solução: amanhã eles comerão carne. Moisés, então, duvida: como, no meio do deserto, de um dia para o outro, seiscentos mil homens serão alimentados com carne?

Moisés pensa pelo caminho natural, pelo que ele já conhece. Para ele há uma equação simples: "para matar a fome de seiscentos mil homens preciso de muitas vacas e ovelhas". Até parece que ele não conhece ao seu Deus! Deus tem um caminho novo, algo absolutamente criativo para fazer e matar a fome daquele povo. Algo que Moisés nunca tinha visto e, por isso mesmo, não poderia imaginar como solução.

As soluções que precisamos estão no coração de Deus. Às vezes nossa mente não consegue conceber uma saída. Deus disse que vai solucionar, mas nós não conseguimos ver como. Não precisamos ver. Ele tem todo o poder (vs. 23); Ele pode fazer algo absolutamente novo, absolutamente criativo. Simplesmente confiemos no que diz Isaías 55.8,9: "Os meus pensamentos não são como os seus pensamentos, e eu não ajo como vocês. Assim como o céu está muito acima da terra, assim os meus pensamentos e as minhas ações estão muito acima dos seus". Confiemos na criatividade de Deus!

sábado, 8 de março de 2014

Nesse dia das mulheres, agradeço a um homem


Não escolhi nascer mulher e, na verdade, durante mais da metade da minha vida não aceitava essa fatalidade muito bem. Eu queria ter nascido homem. Eu não me identificava com "ser feminina". Para mim, isso era sinônimo de fraqueza! As meninas, ao meu ver, estavam sempre preocupadas com coisas fúteis. Unhas, cabelos e roupas não me seduziam. Eu queria fazer revolução! Che Guevara era meu ídolo. Eu queria mudar o mundo, queria acabar com a guerra da Chechênia, queria entender a atrocidade do Holocausto e o que me ofereciam era qual sapato combinaria com qual bolsa!

Minha adolescência foi bem difícil por isso. Achava que tinha nascido no corpo errado. Me via um macho num corpo de fêmea. Me masculinizei nas roupas, no comportamento, querendo com isso dizer: "ei, eu não sou fraca! Não sou como 'elas'." Eu queria dizer: "Eu sou mais do que isso, sou mais do que uma simples mulher!". Eu queria respeito por ser quem eu era. Queria respeito porque eu tinha outras preocupações, porque não ficava imaginando quantos filhos iria ter.

Me indignava ver que as mulheres à minha volta resumiam o sentido de suas vidas a um homem. Elas viviam em função deles. O cabelo, a unha, as roupas eram para eles. E eles, as usavam, riam delas, debochavam e sempre as tratavam como fracas, choronas, mulherzinhas. Eu não queria isso, queria ser tratada como igual.

Por fora eu era toda revolta. Forte, decidida, feminista convicta, berrando pra quem quisesse - e quem não quisesse - ouvir que mulher não precisa de homem, que somos iguais, temos direitos iguais. Mas por dentro, o que eu mais queria, lá no fundo, onde ninguém podia ver, o que eu mais queria era ser amada do jeito que eu era. E ainda quero. Quero ser amada com as minhas incoerências, com as coisas que combinam e as que não, com meus erros e acertos. Queria ser aceita.

Mas alguém viu. E eu fui. Fui amada, desejada, planejada. Fui aceita. Fui recebida sem nenhuma exigência. Acolhida. Respeitada, enfim. E esse amor que não exigiu nada em troca acabou recebendo tudo. Esse amor que nunca exigiu que eu usasse saia, me tornou capaz de usá-la. Esse amor que nunca exigiu que eu andasse com outras mulheres, me fez amá-las. Esse amor que nunca exigiu de mim ser dona-de-casa, me fez querer aprender a ser. Esse amor que não me pediu nada em troca, me fez querer entregar tudo, e ainda é pouco.

E hoje eu vivo para ele. Não apenas minhas roupas e cabelos, mas o sentido da minha existência se resume a ele. Ele me comprou e eu gostei. Fui presa no seu amor e encontrei liberdade. Hoje sou livre. Posso ser mulher. Não a mulher que o mundo diz que devo ser, mas a mulher que ele quer que eu seja e me formou pra ser. Tenho prazer nisso. Não é uma obrigação ou um peso, é meu propósito. Não nasci no corpo errado. Meu corpo é perfeito para o que ele deseja de mim. Minhas preocupações não estão erradas, esse mundo é que está distorcido e não sabe o que é ser mulher de verdade.

Nesse dia das mulheres quero agradecer a um homem. Jesus, meu amigo, meu amado.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Coragem para ir além - Êxodo 19, 20


No capítulo 19 de Êxodo, Deus declara que se apresentará ao povo. Por isso, manda eles se santificarem para o grande dia. Porém, quando esse esperado dia chega, o povo fica com medo, decide permanecer longe e elege um intermediário para seu relacionamento com Deus.

Assim como os israelitas agiram no passado, agimos no presente. Deus nos fala que quer se revelar a nós com intensidade, que deseja se relacionar conosco. Sabemos que para isso precisamos nos santificar, nos despir do pecado e, diante da promessa da presença de Deus, topamos o desafio. No entanto, quando Deus começa a falar, quando Ele começa a se revelar verdadeiramente, tememos, e fugimos.

A manifestação da Presença no Sinai não foi nada suave. Foi amedrontadora. Os israelitas não temeram a toa. Eles tinham motivo: uma montanha como o Sinai, coberta por uma nuvem negra, parecendo estar em chamas, e de onde ainda saiam sons de buzina, que iam ficando cada vez mais altos, não era com certeza um cenário confortador. O fato é: eles tinham muitos motivos para estarem morrendo de medo.

Conosco acontece de forma semelhante. Diante da promessa de maior intimidade com Deus, nos dispomos a nos santificar para o encontro. Porém , nem sempre esse encontro tem a aparência que imaginamos. Às vezes ele é amedrontador. Às vezes esse encontro acontece através de uma renúncia necessária, às vezes através de uma grande luta, às vezes através de um grande desafio. E tememos. E fugimos. E, assim como o povo de Israel, pensamos que Deus quer nos matar, porém Ele só que nos por à prova (Ex 20.20). Diante do medo de adentrar nos mistérios de Deus e confiar inteiramente nele, acabamos elegendo intermediários no nosso relacionamento com Ele.

Meu desejo é ser corajosa como Moisés. Lembramos que Deus falava com ele face a face, mas também precisamos lembrar que ele foi o único que teve coragem de adentrar no desconhecido e assustador de Deus. Tenhamos coragem para ir além!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Relacionamentos e Renúncias: conselhos práticos - Evangelhos

# Renuncie a qualquer forma de retaliação. Deixe qualquer vingança para Deus (Mt 5.38-42).

# Ame por opção e não por circunstâncias. Deixe os maus tratos dos outros relembrá-lo a superar o mal deles através do amor (Mt 543-48).

# Perdoe diariamente aqueles que pecaram contra você (Mt 18.21-35).

# Humilhe-se. Seja cauteloso com o grave perigo do orgulho e da arrogância. Evite empenhar-se por reconhecimento público e promover a si próprio ou o seu ministério (Lc 14.7-11).

# Reconheça e confesse perante Deus qualquer pecado em sua vida. Não procure justificar-se a si mesmo comparando-se com outros pecadores (Lc 18.9-14).

#Saiba que Jesus iguala a raiva ao homicídio. Tome muito cuidado com o que você fala com os outros, para que palavras odiosas não o levem ao julgamento de Deus (Mt 5.21,22).

# Pratique a reconciliação instantânea. Compreenda que o conflito causa um dano bem maior aos relacionamento quando não resolvidos (Mt 5.24,25).

# Compreenda que Deus perdoa nossos pecados conforme perdoamos os outros que pecaram contra nós. Adore o saber perdoar os outros na sua vida de oração como disciplina diária (Mt 6.14).

# Corrija seus erros e solucione seus próprios problemas antes de tentar corrigir erros e problemas dos outros (Mt 7.1-5).

# Deixe qualquer atitude de julgamento em você sinalizar a necessidade de examinar a si mesmo em relação a coisas que o incomodam sobre os outros (Lc 6.41,42).

#Reconheça e antecipe que o discipulado e compromisso pessoal com Jesus podem até resultar em divisão e rejeição (Mt 10.34-36).

# Compreenda e aceite que o discipulado significa abandonar toda ambição pessoal egoísta (Mt 16.24-26).

# Saiba com certeza que todo o verdadeiro discípulo precisa aceitar a sua cruz (lc 9-23-25).

Retirado da Bíblia de Estudo Plenitude

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Não existe ministério solo no Reino de Deus! - Rm 16


Em sua carta aos romanos, Paulo, no capítulo 16 faz agradecimentos a diversos irmãos. Todas essas pessoas listadas me faz pensar em quantas pessoas participaram do ministério de Paulo, ocultamente, sem sabermos. Alguns arriscaram a vida por ele, outros foram "apenas" irmãos. No entanto, de uma forma ou de outra, contribuíram para que Paulo fosse o apóstolo que foi.
 
Essa passagem me fez pensar, por tabela, em quantas pessoas participaram da minha trajetória cristão, ministerial. Algumas oraram por mim antes de eu nascer, outras me "obrigavam" a ir à Escola Bíblica Dominical, outras me deram conselhos valiosos, e outras "apenas" serviram de exemplo, de inspiração.
Tudo isso, a trajetória de Paulo, a minha, e de tantos outros me faz pensar que não existe ministério solo no Reino de Deus. O Pai nos chamou para constituirmos uma família, um corpo para Seu Filho ressurreto. Somos muitos, ainda quando só nós aparecemos. Paulo se tornou um pregador conhecido, mas não se esqueceu dos "desconhecidos" que fizeram parte do seu ministério.
 
Aconselho a você ter a mesma gratidão e dar honra a quem merece honra nessa sua trajetória (Rm 13.7).
 
Para isso, é bom ter em mente duas coisas:

  1. O QUE A IGREJA NÃO É:*
  • Um clube, onde cada um paga mensalidade e vive isoladamente
  • Uma prestadora de serviços, onde procuro para atender minhas necessidades
  • Uma casa de shows, onde você é o astro
*A igreja é uma família.

  1. O QUE A BÍBLIA FALA SOBRE O RELACIONAMENTO ENTRE IRMÃOS:*
  • Jesus: amai-vos como eu vos amei (Jo 15.12)
  • Sofrer o dano (I Co 6.7)
  • Buscar o bem do outro (Rm 15.2)

É preciso coragem e fé para viver um relacionamento desse nível, preferindo o próximo a mim mesma. Então só posso concluir uma coisa, é preciso coragem para seguir os ensinamentos de Cristo de verdade. Acho que por isso mesmo Paulo já deixou um alerta: "Que Deus, que é quem dá paciência e coragem, ajude vocês a viverem bem uns com os outros, seguindo o exemplo de Cristo Jesus! E isso para que vocês, todos juntos, como se fossem uma só pessoa, louvem ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo". (Rm 15.5,6).
 
Irmãos e irmãs, revistamo-nos de coragem e nos amemos!
 


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Reino de Deus: Unir debaixo da autoridade de Cristo - Ef 1.10

"Deus, em toda a sua sabedoria e entendimento, fez o que havia resolvido e nos revelou o plano secreto que tinha decidido realizar por meio de Cristo. Esse plano é unir, no tempo certo, debaixo da autoridade de Cristo, tudo o que existe no céu e na terra" Efésios 1.8-10
 
O que significa unir debaixo da autoridade de Cristo senão sujeitar a Cristo? Jesus Cristo como senhor absoluto. Mas, o que significaria, na prática, Jesus ser senhor?
 
Peguemos nossa vida cotidiana como exemplo. Nós estamos sujeitos a diferentes autoridades. Como cidadãos de uma sociedade democrática, estamos sujeitos à autoridade do povo, ou melhor, a maioria manda. Se a maioria acha que dirigir bêbado não pode, todos, inclusive os que não concordam com isso, passam a não poder dirigir bêbados. Se a maioria acha que aborto é uma atitude criminosa, todos (ou, nesse caso, todas) passam a não poder realizar abortos, inclusive as que não pensam assim.
 
Vejo, assim, no estabelecimento de uma autoridade, duas consequências: 1) elimina vontade individuais e se impõe; 2) molda a sociedade segundo a sua vontade, pois, se você pensar bem, a nossa sociedade é reflexo das decisões da maioria.
 
Agora, imagine esse cenário sendo Jesus a autoridade máxima ao invés do povo! Ah, eu ia querer hehe ;) Meu coração se enche de alegria só de imaginar! Pensando sobre o segundo ponto, a sociedade seria moldada segundo a sua vontade! Imagina! Você conhece Jesus? Não estou falando da religião, da igreja, estou falando de Jesus... Aquele que se apiedou de uma multidão faminta e a alimentou. Aquele que quando "a maioria" lhe apresentou uma prostituta para ser apedrejada ele a perdoou e fez com que a mesma "maioria" saísse envergonhada. Aquele que se relacionava de forma igual com pobres ou ricos. Imagina uma sociedade governada por uma pessoa assim, por uma pessoa que não está em busca de interesses próprios e que, na verdade, está disposto a morrer pelos seus governados! Que não está em busca de fazer sua própria vontade, mas a vontade daquele que o enviou, Deus, que se autodenomina amor! Imagina uma sociedade onde o governo é regido pelo amor! Parece até filme de romance, utopia, mas não. É real e vai acontecer, independente do que nós achemos.
 
Mas a maior dificuldade ao senhorio de Cristo não tem sido o ponto 2, pois todo mundo - ou pelo menos a maioria ;) - quer uma sociedade assim. A dificuldade tem sido o ponto 1: no estabelecimento de uma autoridade não existe espaço para vontades individuais que sejam contrárias à vontade maior. Assim como não há espaço (correto, legal) em nossa sociedade para aqueles que acham que não tem nada a ver fazer sexo com crianças, também não há espaço para aqueles que não concordam com o padrão de Cristo. E o padrão de Cristo impõe que a vontade dele seja absoluta. Aí não importa se você acha que não tem nada a ver fazer sexo antes do casamento, impõe-se a vontade dele. E aí, na minha opinião, reside a maior dificuldade para o senhorio de Cristo, para o cumprimento do plano de Deus, você abrir mão da sua vontade.
 
Você, que é meu irmão em Cristo, tem papel fundamental no estabelecimento do plano de Deus. Porque Deus nos constituiu como agentes do Reino. E, pensa bem, não é incoerente querermos que Jesus reine sobre todas as coisas sem, antes, permitirmos que ele reine sobre nós? Sobre nossas vontades, nossas opiniões, nossos corpos... Se você deseja que o plano de Deus se cumpra, ou melhor, se você deseja estar nesse reino de amor (porque o plano se cumprirá independente da sua vontade!), é melhor deixar Deus reinar sobre sua vida, sobre suas vontades, sobre suas opiniões... Sabe aqueles "mas com isso não concordo"? Estão na hora de se sujeitarem, de se unirem sob a autoridade de Cristo. Porque se não nos sujeitarmos, o Reino será estabelecido da mesma forma, mas não haverá lugar (correto, legal) para nós nesse Reino. Eu estou disposta a pagar o preço porque sei que este reino será de paz, justiça e alegria. E você? Também está?

sábado, 8 de fevereiro de 2014

O que você faz quando tem uma dor que não passa?*

O que você faz quando tem uma dor que não passa?
Você tenta não se lembrar dela, mas ela está sempre escondida dentro de você. Você tenta seguir como se nada tivesse acontecido. Você segue ocultando-a no mais seu mais profundo - mas não consegues. O que você faz quando tem uma dor que não passa?
A dor entrou em você através de seus olhos. Sim .. seus olhos foram as janelas. Se você pudesse, tinha-os fechados. Num instante você os teria fechado e impedido ela de entrar. Mas você não teve, não teve tempo. E a dor entrou... E agora? Como você vive com isso dentro de você? O que você faz quando tem uma dor que não passa?
Você quer ser como qualquer outro garoto de sua idade. Mas você tem uma dor dentro de você. E é uma dor tão decidida que não pensa em sair. Até parece que encontrou casa. Porém, você mesmo não encontra. Pois você tem uma dor. Se apenas tivesse uma casa! Um lugar onde você pudesse se esconder , onde encontrasse descanso... Mas não, pois tens uma dor que não passa. O que você faz?
O que você faz quando você não tem a força - ou seria estômago, ou lucidez , ou frieza - para olhá-la nos olhos e dizer: "Vá embora!" Mas, para isso, você teria que não ter dúvidas de que iria vencê-la. E você está cheio de dúvidas... Às vezes você tenta enfrentar - encará-la e vencê-la! Mas como? Você está só. Tão só... Será que é possível estar mais só que isto...? Você não tem nem a si mesmo, já que você é território dela. A dor é sua dona, você pertence a ela por inteiro e a obedece. Ela te governa.
Quando você pensa que está indo tudo bem, que tudo vai ser diferente, que agora, agora sim tudo vai mudar, ela, a dor, surge como o grande mestre de seus desejos, das suas vontades, dos seus sonhos e os engole por completo. Como se vive assim? O que você faz quando tem uma dor que não passa?
O que você tem é nada e ninguém. Não tem nem os seus olhos, porque quando você olha para o mundo, a dor os toma, e os dirige. O que você faz quando tem uma dor que não passa?

*Inspirado na história do Sandro Barbosa do Nascimento, sobrevivente do massacre da Candelária em 1993. Foi assassinado por policiais em 12 de junho de 2000, após ser capturado pelo sequestro do ônibus 174, no Rio de Janeiro.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Deus ou ministério? Êxodo 33

Nos versículos de 1 a 3, do capítulo 33 de Êxodo, Deus dá uma ordem a Moisés. Ordena que ele conduza o povo à terra prometida. Deus afirma que expulsará todos os inimigos de diante de Israel, mas que não irá no meio deles, por ser um povo de dura cerviz. Acatar esta ordem de Deus traria a Moisés algumas vantagens. A primeira delas seria ficar livre desse povo que só lhe dava trabalho. Depois, teria a sensação de missão cumprida. Moisés, porém, julgou mais importante olhar para o coração de Deus. 
Se livrar daquele povo bem que seria bom. O povo vivia murmurando contra ele e Arão. Só para se ter uma idéia do que esse povo era capaz, chegaram certa vez a organizar uma rebelião contra Moisés (cf. Nm 16). Outra vez, até mesmo Arão, seu irmão, juntamente com sua irmã Miriã, murmuraram contra ele (cf. Nm 12). Resumindo, o povo era chato: reclamava demais, brigava demais, era desobediente e insubmisso muitas vezes. Mas Deus o tinha escolhido para aquela missão e ele não a abandonaria por mais duro que o povo fosse. Moisés cumpriria a vontade de Deus na sua vida. 
Obedecer à ordem de Deus, descritas nos versículos 1 a 3, no entanto, não significaria o abandono da sua missão. Muito pelo contrário. Significaria o seu cumprimento. Em Êxodo 3.7-10, Deus chama Moisés e lhe dá uma missão: libertar o povo do jugo egípcio e levá-lo a uma terra que mana leite e mel. Cumprir esta ordem significaria ficar livre do povo com a benção de Deus, e ainda por cima, ter o sentimento de dever cumprido. Deus havia lhe dado uma missão e ela estaria cumprida. Mas Moisés amava a Deus mais até do que a sua missão. 
Moisés conhecia o coração de Deus. Sabia que Ele só estava dando aquela ordem porque estava triste com o povo. O que Deus realmente queria era que o povo se arrependesse do seu pecado e o valorizasse como o Deus que o libertou do Egito. Que o adorasse, tivesse um coração grato por todos os milagres e prodígios, que o buscasse de coração. Mas o povo estava sempre murmurando. E, por último, ainda fizera um outro deus para si, um bezerro de ouro. Deus estava triste com seu povo e, por isso, decidiu enviá-los sem sua presença.  
Moisés, no entanto, percebeu a tristeza do coração de Deus e clama por sua presença no meio do povo. Moisés intercede mais uma vez. Joga todos os seus argumentos diante de Deus, até que no versículo 17, Ele responde: “Farei também isto que disseste; porque achaste graça aos meus olhos, e eu te conheço pelo teu nome”. Deus decide ir com o povo, atendendo a um pedido desse adorador apaixonado.  
Moisés já tinha ganhado aquilo que fora buscar. Deus já atendera ao seu pedido. Só por entrar na presença de Deus para interceder pelo povo, Moisés já tinha pontos com Deus. Deus tinha lhe dito: “achaste graça aos meus olhos”. Que coisa maravilhosa ouvir isso de Deus. Moisés ganhou o coração de Deus. Mas ele não estava interessado em realizar seus desejos, ele estava preocupado com Deus. Deus estava triste, o motivo do seu amor estava triste. Então, como ele poderia estar satisfeito? 

O povo de Israel não valorizava a Deus como deveria. Não o adorava, não o buscava, vivia murmurando, querendo voltar ao Egito, e ainda fizeram um outro deus, um bezerro de ouro, para adorá-lo. Moisés sabia que Deus amava ao povo, mas que este não o valorizava. O que Moisés fez foi olhar para o coração de Deus. Se importar com o que Ele realmente queria. Deus queria um povo que o amasse, Moisés o amava. Deus queria um povo que o buscasse, Moisés o buscava. Deus queria um povo obediente, Moisés obedecia. Deus queria um povo que olhasse para o Seu coração, Moisés olhava. 
Depois que Deus atende a seu pedido, Moisés continua: “Rogo-te que me mostres tua glória” (vs. 18). Moisés não parou porque teve seu pedido atendido. Ele entendia que o objetivo da adoração é agradar a Deus, e não a si mesmo. Então, ele estava demonstrando a Deus que ele se importava. Ele estava dizendo: “Deus, tudo bem que o Senhor vai conosco. Isso não é o mais importante. O mais importante é o Senhor. O povo te rejeita, Senhor? Não liga não, eu te amo. O povo só quer saber de água e terra prometida? Eu quero te conhecer! Me mostra tua glória!”. 
Moisés amava a Deus verdadeiramente. Nem suas vontades, nem o amor à missão que Deus mesmo lhe confiara eram mais importantes do que o Senhor. Podemos aprender com este homem, com este grande líder, que Deus, o que Ele sente e quer, é mais importante até do que a missão que nos confia. Deus está à procura de verdadeiros adoradores. Ele quer mais que servos, quer amigos seus. Escolha ser amigo de Deus, se importando mais com ele do que consigo mesmo, ou do que com sua missão.