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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Coragem para ir além - Êxodo 19, 20


No capítulo 19 de Êxodo, Deus declara que se apresentará ao povo. Por isso, manda eles se santificarem para o grande dia. Porém, quando esse esperado dia chega, o povo fica com medo, decide permanecer longe e elege um intermediário para seu relacionamento com Deus.

Assim como os israelitas agiram no passado, agimos no presente. Deus nos fala que quer se revelar a nós com intensidade, que deseja se relacionar conosco. Sabemos que para isso precisamos nos santificar, nos despir do pecado e, diante da promessa da presença de Deus, topamos o desafio. No entanto, quando Deus começa a falar, quando Ele começa a se revelar verdadeiramente, tememos, e fugimos.

A manifestação da Presença no Sinai não foi nada suave. Foi amedrontadora. Os israelitas não temeram a toa. Eles tinham motivo: uma montanha como o Sinai, coberta por uma nuvem negra, parecendo estar em chamas, e de onde ainda saiam sons de buzina, que iam ficando cada vez mais altos, não era com certeza um cenário confortador. O fato é: eles tinham muitos motivos para estarem morrendo de medo.

Conosco acontece de forma semelhante. Diante da promessa de maior intimidade com Deus, nos dispomos a nos santificar para o encontro. Porém , nem sempre esse encontro tem a aparência que imaginamos. Às vezes ele é amedrontador. Às vezes esse encontro acontece através de uma renúncia necessária, às vezes através de uma grande luta, às vezes através de um grande desafio. E tememos. E fugimos. E, assim como o povo de Israel, pensamos que Deus quer nos matar, porém Ele só que nos por à prova (Ex 20.20). Diante do medo de adentrar nos mistérios de Deus e confiar inteiramente nele, acabamos elegendo intermediários no nosso relacionamento com Ele.

Meu desejo é ser corajosa como Moisés. Lembramos que Deus falava com ele face a face, mas também precisamos lembrar que ele foi o único que teve coragem de adentrar no desconhecido e assustador de Deus. Tenhamos coragem para ir além!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Relacionamentos e Renúncias: conselhos práticos - Evangelhos

# Renuncie a qualquer forma de retaliação. Deixe qualquer vingança para Deus (Mt 5.38-42).

# Ame por opção e não por circunstâncias. Deixe os maus tratos dos outros relembrá-lo a superar o mal deles através do amor (Mt 543-48).

# Perdoe diariamente aqueles que pecaram contra você (Mt 18.21-35).

# Humilhe-se. Seja cauteloso com o grave perigo do orgulho e da arrogância. Evite empenhar-se por reconhecimento público e promover a si próprio ou o seu ministério (Lc 14.7-11).

# Reconheça e confesse perante Deus qualquer pecado em sua vida. Não procure justificar-se a si mesmo comparando-se com outros pecadores (Lc 18.9-14).

#Saiba que Jesus iguala a raiva ao homicídio. Tome muito cuidado com o que você fala com os outros, para que palavras odiosas não o levem ao julgamento de Deus (Mt 5.21,22).

# Pratique a reconciliação instantânea. Compreenda que o conflito causa um dano bem maior aos relacionamento quando não resolvidos (Mt 5.24,25).

# Compreenda que Deus perdoa nossos pecados conforme perdoamos os outros que pecaram contra nós. Adore o saber perdoar os outros na sua vida de oração como disciplina diária (Mt 6.14).

# Corrija seus erros e solucione seus próprios problemas antes de tentar corrigir erros e problemas dos outros (Mt 7.1-5).

# Deixe qualquer atitude de julgamento em você sinalizar a necessidade de examinar a si mesmo em relação a coisas que o incomodam sobre os outros (Lc 6.41,42).

#Reconheça e antecipe que o discipulado e compromisso pessoal com Jesus podem até resultar em divisão e rejeição (Mt 10.34-36).

# Compreenda e aceite que o discipulado significa abandonar toda ambição pessoal egoísta (Mt 16.24-26).

# Saiba com certeza que todo o verdadeiro discípulo precisa aceitar a sua cruz (lc 9-23-25).

Retirado da Bíblia de Estudo Plenitude

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Não existe ministério solo no Reino de Deus! - Rm 16


Em sua carta aos romanos, Paulo, no capítulo 16 faz agradecimentos a diversos irmãos. Todas essas pessoas listadas me faz pensar em quantas pessoas participaram do ministério de Paulo, ocultamente, sem sabermos. Alguns arriscaram a vida por ele, outros foram "apenas" irmãos. No entanto, de uma forma ou de outra, contribuíram para que Paulo fosse o apóstolo que foi.
 
Essa passagem me fez pensar, por tabela, em quantas pessoas participaram da minha trajetória cristão, ministerial. Algumas oraram por mim antes de eu nascer, outras me "obrigavam" a ir à Escola Bíblica Dominical, outras me deram conselhos valiosos, e outras "apenas" serviram de exemplo, de inspiração.
Tudo isso, a trajetória de Paulo, a minha, e de tantos outros me faz pensar que não existe ministério solo no Reino de Deus. O Pai nos chamou para constituirmos uma família, um corpo para Seu Filho ressurreto. Somos muitos, ainda quando só nós aparecemos. Paulo se tornou um pregador conhecido, mas não se esqueceu dos "desconhecidos" que fizeram parte do seu ministério.
 
Aconselho a você ter a mesma gratidão e dar honra a quem merece honra nessa sua trajetória (Rm 13.7).
 
Para isso, é bom ter em mente duas coisas:

  1. O QUE A IGREJA NÃO É:*
  • Um clube, onde cada um paga mensalidade e vive isoladamente
  • Uma prestadora de serviços, onde procuro para atender minhas necessidades
  • Uma casa de shows, onde você é o astro
*A igreja é uma família.

  1. O QUE A BÍBLIA FALA SOBRE O RELACIONAMENTO ENTRE IRMÃOS:*
  • Jesus: amai-vos como eu vos amei (Jo 15.12)
  • Sofrer o dano (I Co 6.7)
  • Buscar o bem do outro (Rm 15.2)

É preciso coragem e fé para viver um relacionamento desse nível, preferindo o próximo a mim mesma. Então só posso concluir uma coisa, é preciso coragem para seguir os ensinamentos de Cristo de verdade. Acho que por isso mesmo Paulo já deixou um alerta: "Que Deus, que é quem dá paciência e coragem, ajude vocês a viverem bem uns com os outros, seguindo o exemplo de Cristo Jesus! E isso para que vocês, todos juntos, como se fossem uma só pessoa, louvem ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo". (Rm 15.5,6).
 
Irmãos e irmãs, revistamo-nos de coragem e nos amemos!
 


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Reino de Deus: Unir debaixo da autoridade de Cristo - Ef 1.10

"Deus, em toda a sua sabedoria e entendimento, fez o que havia resolvido e nos revelou o plano secreto que tinha decidido realizar por meio de Cristo. Esse plano é unir, no tempo certo, debaixo da autoridade de Cristo, tudo o que existe no céu e na terra" Efésios 1.8-10
 
O que significa unir debaixo da autoridade de Cristo senão sujeitar a Cristo? Jesus Cristo como senhor absoluto. Mas, o que significaria, na prática, Jesus ser senhor?
 
Peguemos nossa vida cotidiana como exemplo. Nós estamos sujeitos a diferentes autoridades. Como cidadãos de uma sociedade democrática, estamos sujeitos à autoridade do povo, ou melhor, a maioria manda. Se a maioria acha que dirigir bêbado não pode, todos, inclusive os que não concordam com isso, passam a não poder dirigir bêbados. Se a maioria acha que aborto é uma atitude criminosa, todos (ou, nesse caso, todas) passam a não poder realizar abortos, inclusive as que não pensam assim.
 
Vejo, assim, no estabelecimento de uma autoridade, duas consequências: 1) elimina vontade individuais e se impõe; 2) molda a sociedade segundo a sua vontade, pois, se você pensar bem, a nossa sociedade é reflexo das decisões da maioria.
 
Agora, imagine esse cenário sendo Jesus a autoridade máxima ao invés do povo! Ah, eu ia querer hehe ;) Meu coração se enche de alegria só de imaginar! Pensando sobre o segundo ponto, a sociedade seria moldada segundo a sua vontade! Imagina! Você conhece Jesus? Não estou falando da religião, da igreja, estou falando de Jesus... Aquele que se apiedou de uma multidão faminta e a alimentou. Aquele que quando "a maioria" lhe apresentou uma prostituta para ser apedrejada ele a perdoou e fez com que a mesma "maioria" saísse envergonhada. Aquele que se relacionava de forma igual com pobres ou ricos. Imagina uma sociedade governada por uma pessoa assim, por uma pessoa que não está em busca de interesses próprios e que, na verdade, está disposto a morrer pelos seus governados! Que não está em busca de fazer sua própria vontade, mas a vontade daquele que o enviou, Deus, que se autodenomina amor! Imagina uma sociedade onde o governo é regido pelo amor! Parece até filme de romance, utopia, mas não. É real e vai acontecer, independente do que nós achemos.
 
Mas a maior dificuldade ao senhorio de Cristo não tem sido o ponto 2, pois todo mundo - ou pelo menos a maioria ;) - quer uma sociedade assim. A dificuldade tem sido o ponto 1: no estabelecimento de uma autoridade não existe espaço para vontades individuais que sejam contrárias à vontade maior. Assim como não há espaço (correto, legal) em nossa sociedade para aqueles que acham que não tem nada a ver fazer sexo com crianças, também não há espaço para aqueles que não concordam com o padrão de Cristo. E o padrão de Cristo impõe que a vontade dele seja absoluta. Aí não importa se você acha que não tem nada a ver fazer sexo antes do casamento, impõe-se a vontade dele. E aí, na minha opinião, reside a maior dificuldade para o senhorio de Cristo, para o cumprimento do plano de Deus, você abrir mão da sua vontade.
 
Você, que é meu irmão em Cristo, tem papel fundamental no estabelecimento do plano de Deus. Porque Deus nos constituiu como agentes do Reino. E, pensa bem, não é incoerente querermos que Jesus reine sobre todas as coisas sem, antes, permitirmos que ele reine sobre nós? Sobre nossas vontades, nossas opiniões, nossos corpos... Se você deseja que o plano de Deus se cumpra, ou melhor, se você deseja estar nesse reino de amor (porque o plano se cumprirá independente da sua vontade!), é melhor deixar Deus reinar sobre sua vida, sobre suas vontades, sobre suas opiniões... Sabe aqueles "mas com isso não concordo"? Estão na hora de se sujeitarem, de se unirem sob a autoridade de Cristo. Porque se não nos sujeitarmos, o Reino será estabelecido da mesma forma, mas não haverá lugar (correto, legal) para nós nesse Reino. Eu estou disposta a pagar o preço porque sei que este reino será de paz, justiça e alegria. E você? Também está?

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Queria cantar uma canção...


Estava ali tentando cantar uma canção ao Senhor, mas nenhuma consegue expressar o que estou sentindo. Queria cantar uma canção que levasse meu coração para estar junto dele. Uma canção que, quando eu soltasse minha voz, em vez de palavras, subissem sentimentos. Sentimentos de amor, mas não exatamente isso.

É um sentimento novo, nunca sentido e que não dá pra sentir por nada além do Senhor. É um sentimento que faz chorar, mas é feliz. É uma saudade, mas também é presença. É uma vontade de me dar mais, de entregar mais, mas parece que não tenho mais o que dar, já dei tudo.

É um querer estar mais perto, é um querer ser embalada no colo, é um querer ser mais dele. É uma sensação de estar diante de alguém que é tão grande, tão grandioso, mas me quer, se importa.

É um querer fazer mais pra Ele, mas meu alcance não alcança. É como andar e nunca chegar ao fim.

É amor, entrega, lágrimas, risos, saudades. É estar diante de algo que é indescritível, não inteligível. Mas, ainda assim, é real, é presente, é vivo.

Queria cantar uma canção que pudesse expressar o quanto sou dele.

Sucesso x Presença de Deus - Mais ainda de Êxodo 33


Esse texto me faz pensar sobre sucesso. Me faz pensar sobre muitas coisas mas, no momento, a mais forte é sucesso.
Muitas vezes pedimos a Deus a oportunidade para realizar algo, pedimos a Deus para termos sucesso na vida. Esse sucesso pode ser diferentes coisas para diferentes pessoas: comprar um carro, passar na faculdade, encontrar o amor da sua vida, ter $$$, ser feliz... Independente do que sucesso significa para você, aposto que você o quer. Ninguém gosta da palavra fracasso.
Nesse verso de Êxodo, Deus promete sucesso ao povo, no entanto, com um porém: "Vocês irão para uma terra e rica. PORÉM eu não irei". Eita! Ele não irá. Sucesso para os israelitas naquele momento em que haviam saído da escravidão e vagavam pelo deserto era a famosa Terra Prometida. E Deus disse: "Ok, vai lá. Vou dar essa terra pra vocês. Terra boa e rica. Porém, eu não vou".
Imagina que Deus chega pra você e diz: "Ok, você quer casar? Tudo bem, vai lá. Porém eu não vou" ou "Você quer comprar esse carro? Ok, tudo bem. Porém eu não estarei com você". E agora? O que você faz?
Você pode até responder de imediato: "Prefiro o Senhor!!!!!". Mas, na hora H, não é uma resposta tão rápida e fácil. Isso porque, muitas vezes, buscamos a Deus para ter sucesso.
Existem coisas na nossa vida que queremos alcançar. Essas chamamos de OBJETIVOS. Porém, em geral, precisamos de outras coisas para alcançar esses objetivos. Essas nós chamamos MEIOS.
 
Se você pensar em Deus e no seu sucesso? Qual o meio? Qual o objetivo? Porque se você busca a Deus para ter um bom emprego (seu sucesso), Deus é o meio e o emprego é o objetivo. E, a partir do momento que você conquista seu objetivo, o meio passa a ser desnecessário.
E aí, volto a perguntar? Deus tem sido um meio para o seu sucesso? Quer descobrir? Imagine dois cenários. No primeiro, você conquistou seu sonho, seu sucesso, mas não tem a presença de Deus. No segundo, você não conquistou nada, deu tudo errado, mas você tem a presença de Deus com você. Qual cenário você prefere? Essa é uma pista do que é mais importante pra você.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

O que você faz quando tem uma dor que não passa?*

O que você faz quando tem uma dor que não passa?
Você tenta não se lembrar dela, mas ela está sempre escondida dentro de você. Você tenta seguir como se nada tivesse acontecido. Você segue ocultando-a no mais seu mais profundo - mas não consegues. O que você faz quando tem uma dor que não passa?
A dor entrou em você através de seus olhos. Sim .. seus olhos foram as janelas. Se você pudesse, tinha-os fechados. Num instante você os teria fechado e impedido ela de entrar. Mas você não teve, não teve tempo. E a dor entrou... E agora? Como você vive com isso dentro de você? O que você faz quando tem uma dor que não passa?
Você quer ser como qualquer outro garoto de sua idade. Mas você tem uma dor dentro de você. E é uma dor tão decidida que não pensa em sair. Até parece que encontrou casa. Porém, você mesmo não encontra. Pois você tem uma dor. Se apenas tivesse uma casa! Um lugar onde você pudesse se esconder , onde encontrasse descanso... Mas não, pois tens uma dor que não passa. O que você faz?
O que você faz quando você não tem a força - ou seria estômago, ou lucidez , ou frieza - para olhá-la nos olhos e dizer: "Vá embora!" Mas, para isso, você teria que não ter dúvidas de que iria vencê-la. E você está cheio de dúvidas... Às vezes você tenta enfrentar - encará-la e vencê-la! Mas como? Você está só. Tão só... Será que é possível estar mais só que isto...? Você não tem nem a si mesmo, já que você é território dela. A dor é sua dona, você pertence a ela por inteiro e a obedece. Ela te governa.
Quando você pensa que está indo tudo bem, que tudo vai ser diferente, que agora, agora sim tudo vai mudar, ela, a dor, surge como o grande mestre de seus desejos, das suas vontades, dos seus sonhos e os engole por completo. Como se vive assim? O que você faz quando tem uma dor que não passa?
O que você tem é nada e ninguém. Não tem nem os seus olhos, porque quando você olha para o mundo, a dor os toma, e os dirige. O que você faz quando tem uma dor que não passa?

*Inspirado na história do Sandro Barbosa do Nascimento, sobrevivente do massacre da Candelária em 1993. Foi assassinado por policiais em 12 de junho de 2000, após ser capturado pelo sequestro do ônibus 174, no Rio de Janeiro.